Proibiram a Natureza | Yuri Levy | Atma Vidya

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“Não é pessimismo, mas mão-na-consciência: Haverá um dia, testemunhado por aqueles que hoje vivem, em que algumas pessoas mudarão as suas rotinas, para suportar a agressão do clima. A temperatura pode aumentar muito vagarosamente, ou praticamente permanecer estável, mas o ser humano está degradando tanto o equilíbrio natural que essa mesma intensidade solar chegará de outra forma à superfície da Terra, e será percebida por nós de maneira diferente. A camada de ozônio afetada, faixas insanas de poluição, desequilíbrios por toda parte. O calor do sol não chegará mais aqui como aquele “solzão gostoso”, que nos estimula a sair, a nos exercitarmos, a sentir mais energia e vida. Ao contrário: Será sinônimo de cansaço e desânimo, o dia ficará lento e “truncado”, as coisas não fluirão direito, a quentura será agressiva, “abafada”, desestimulante. O que antes era estímulo ao prazer, fará, em futuro breve, as pessoas sentirem que estão “dentro de um forno”. E não, por mais que a marcação em graus celsius esteja equivalente às marcações dos anos anteriores, a nossa percepção desse calor não será a mesma. E não é você que está mais “cansado”. É a Terra, cansada dos desmandos e egoísmo dos seres humanos.
A “salvação” para esse quadro não será coletiva, mas individual – pois começa na Consciência. A começar por agora. A começar por nossos valores. Tais valores são capazes de criar verdadeiros bolsões de equilíbrio e bem-estar em meio às transições e colheitas cármicas que nos acometem. Mark Twain já dizia que sempre que você estiver do lado da maioria, é hora de parar e refletir. Os sábios e as sábias da Ásia alegam que “o Dharma protegido protege”. A palavra Dharma tem uma raiz sânscrita que, ao invés de denotar apenas o sentido de “lei”, “religião” ou “ordem”, traz o significado de “aquilo que sustenta”. E o que sustenta a vida na Terra é o equilíbrio natural ou, em palavras mais genéricas, mas não menos específicas, a Natureza. E ela não está afastada de nós: Também somos manifestações vivas dela. É urgente começarmos a viver em prol de um paradigma de equilíbrio, e não mais de exploração. Porque, quando os efeitos começarem a se intensificar, espero que você tenha a sombra de uma árvore para se abrigar: Isso é prático, mas também metafórico, simbólico, arquetípico. A Natureza vai vencer. Isso é uma questão de tempo. Só nos resta escolher de qual lado vamos estar /|\”

Sobre Marília Gabriela

Marília Gabriela Massetto, conhecida como CorreGabs, aprendeu que viver é movimento. Encontrou na corrida e na escrita duas formas de atravessar a própria história — já completou 17 maratonas; as mais transformadoras, porém, foram internas. Com formação multidisciplinar e uma abordagem integrativa, fez do cuidado sua missão. Depois de duas décadas como agente de trânsito, escolheu reescrever o próprio caminho — e transformou experiência em propósito. Em Primeiros Socorros – soluções rápidas para quem tem pressa de viver, oferece palavras que acolhem, despertam e sustentam. A obra foi finalista do 2º Concurso Escritores Admiráveis, com destaque na Bienal do Livro de 2024. Para ela, felicidade não é chegada. É travessia.

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