Fernando Martins

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Não tive uma vida sedentária. Comecei nadar aos 3 anos por causa da bronquite, e sempre praticava esportes na escola para combater a obesidade, que é de família.

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Sempre vivi em academia brigando com a balança, mas atingir 175 kg foi o ápice do cúmulo. Pesquisei e fiz uma cirurgia bariátrica e eliminei 90 kg no período de 2 anos. Mas operar não é uma solução, é um meio. Descobri o prazer de praticar exercícios para manter uma vida saudável, sem se preocupar com a balança; praticar atividades físicas para exercitar a mente.

Comecei caminhando, depois entrei em uma assessoria, trotei, corri. As metas foram aumentando sem eu perceber. No início, correr foi um incentivo de um grande amigo (ele já tinha feito na época 2 Ironman), depois eu mesmo comecei tomar gosto pela coisa e não quis mais parar. Foram os primeiros 5 km e pros 10 km foi um pulo. Esperei  1 ano para estrear nos 21 km, uma meia maratona, no Rio.

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Maratona do Rio – 27/07/14

1 ano depois, foi a vez de fazer uma maratona pela primeira vez. E agora? Ultramaratonas? Não. Resolvi levar o corpo ao limite e comecei a treinar para o triathlon, uma rotina que não é fácil, pois são treinos de 2 modalidades por dia, contando com a musculação, de 15 em 15 dias simulados de variadas distâncias. E este ano pretendo estrear oficialmente na modalidade, participando das 4 etapas da Copa Brasília de Triathlon; e minha cabeça não para, 2016 será a vez de enfrentar o Ironman 70.3, consolidando tudo o que vivi até hoje e levando a endorfina ao último nível.

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Nos bastidores, grandes amizades foram feitas; amizades essas que foram encontradas por um objetivo comum.

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Amizades verdadeiras, de ajuda mútua, onde todos ganham incentivando uns aos outros. E pensar que tudo foi feito pelo Instagram, reunindo pessoas das diversas partes de um país tão grande como o Brasil. A cada prova tradicional, um encontro, conversas e risadas, um incentivo, um novo planejamento de quando nos encontraremos novamente.

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É… realmente com 175 kg não dava para fazer tudo isso.

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Sobre Marília Gabriela

Marília Gabriela Massetto, conhecida como CorreGabs, aprendeu que viver é movimento. Encontrou na corrida e na escrita duas formas de atravessar a própria história — já completou 17 maratonas; as mais transformadoras, porém, foram internas. Com formação multidisciplinar e uma abordagem integrativa, fez do cuidado sua missão. Depois de duas décadas como agente de trânsito, escolheu reescrever o próprio caminho — e transformou experiência em propósito. Em Primeiros Socorros – soluções rápidas para quem tem pressa de viver, oferece palavras que acolhem, despertam e sustentam. A obra foi finalista do 2º Concurso Escritores Admiráveis, com destaque na Bienal do Livro de 2024. Para ela, felicidade não é chegada. É travessia.

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