Guga Nunes

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Sempre gostei de esportes, praticava todos eles na escola, mas me dediquei mesmo até meus 28 anos ao futebol (hoje estou com 34 anos). Eu era goleiro e cheguei a passar num teste na Portuguesa de SP quando tinha 17 anos, mas por pressão da minha mãe, voltei para Floripa para terminar o 2º grau e nunca mais tentei a “sorte” de novo em algum clube, ficando somente nos jogos de final de semana. Eu era bom, tinha futuro, mas o destino quis que eu me dedicasse aos estudos. No ano que retornei, já passei no vestibular para Administração e assim fui me dedicando à minha formação.

Como o futebol estava me deixando muito lesionado, depois de tratar uma condropatia grau IV, larguei de vez esse esporte e passei a correr por conta própria, sem orientação nenhuma. Cheguei a fazer algumas provas de 5 e 10 km, mas voltei a ter a mesma lesão, ficando mais uns meses de molho tratando. Quando melhorei, resolvi procurar uma assessoria esportiva e passei a ter um suporte que nuca tive, orientação de postura de corrida, pisada, etc, o que fez com que minha desenvoltura melhorasse bastante, evitando assim ter novas lesões ou a mesma de novo.

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Com o passar do tempo, comecei a ter mais gosto pela corrida do que eu tinha pelo futebol, pois é um esporte individual onde o sucesso depende somente de você e o que depende só de mim, eu luto ainda mais para conseguir conquistar meus objetivos. Depois de várias provas curtas, cheguei enfim nos 21km, uma distância antes inimaginável de ser alcançada. A 1ª Meia foi bem sofrida, com dores no joelho, mas finalizei em 2:05’. Alguns meses depois, fiz outra Meia, com um grau de dificuldade muito maior, pois tinham muitas subidas e mesmo assim, consegui baixar 5 minutos meu tempo, fechando em 02:00’. E assim foi, a cada Meia, um novo recorde pessoal, não só no tempo, mas na qualidade da corrida cada vez mais sem dores e sabendo correr, sabendo controlar o meu corpo.

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Final do ano passado tive a sorte de ser sorteado para a Meia de NYC em Março/2015. Não estava nos meus planos fazer esta prova, mas como fui sorteado, não poderia perder a oportunidade e lá fui eu. De todas as provas, esta foi a que eu melhor me preparei. Os treinos encaixaram perfeitamente, não sofri com dores e fui bem confiante para a corrida. A temperatura de 0º C fez com que eu não sentisse absolutamente nada de dor e consegui mais um recorde pessoal, fechando em 1:48’, baixando 12 minutos da minha melhor Meia, me dando toda a confiança possível para ir em busca da minha 1ª Maratona.

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Quando fiz esta Meia, já tinha a confirmação de que faria no mesmo ano a Maratona, desta vez em Chicago, no próximo domingo dia 11/10. Mantive a preparação da Meia e fui intensificando os treinos para conseguir chegar em Chicago bem preparado. Foi um período duro pra mim, pois com o aumento do volume de treinos, as lesões voltaram a incomodar, desta vez em locais que antes nunca tinha doído. Panturrilha, tornozelo, etc, mas consegui fazer 90% dos treinos programados e todos os longões também, o que me deixa menos insatisfeito e mais confiante.

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Vou para esta prova preocupado com as lesões, mas certo de que tudo o que eu poderia fazer, eu fiz!!! Sessões e mais sessões de fisioterapia e osteopatia, cuidados com a alimentação e suplementação, treinos quase todos realizados com sucesso e na esperança de fazer uma boa prova!!! É com essa esperança que eu vou para os EUA, que nenhuma lesão me impeça de terminar esta minha 1ª Maratona depois de tanta dedicação. Torçam por mim, mandarei notícias!!!

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Um agradecimento especial a @corregabs, uma amiga especial que o Instagram me deu e que tive a felicidade de conhecer pessoalmente antes da minha Maratona para receber suas boas vibrações.

Até a volta, pessoal!!!

Gustavo de Brum Nunes
Instagram

Sobre Marília Gabriela

Marília Gabriela Massetto, conhecida como CorreGabs, aprendeu que viver é movimento. Encontrou na corrida e na escrita duas formas de atravessar a própria história — já completou 17 maratonas; as mais transformadoras, porém, foram internas. Com formação multidisciplinar e uma abordagem integrativa, fez do cuidado sua missão. Depois de duas décadas como agente de trânsito, escolheu reescrever o próprio caminho — e transformou experiência em propósito. Em Primeiros Socorros – soluções rápidas para quem tem pressa de viver, oferece palavras que acolhem, despertam e sustentam. A obra foi finalista do 2º Concurso Escritores Admiráveis, com destaque na Bienal do Livro de 2024. Para ela, felicidade não é chegada. É travessia.

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